Coordenação de cuidado
Uma cena comum no consultório: a pessoa tem cardiologista, endocrinologista, reumatologista e ortopedista. Cada um faz bem o seu trabalho, cada um deixa uma receita. Ninguém errou. Só que ninguém olhou o conjunto, e é no conjunto que aparecem as interações, os exames repetidos e as orientações que se contradizem.
Coordenar o cuidado é o que o internista faz de mais característico. Eu viro o médico que conhece a sua história inteira e que você procura primeiro quando algo muda.
Na prática
Reúno os relatórios, exames e receitas de todos os médicos que acompanham você e monto uma linha do tempo única. Reviso cada remédio: para que serve, se o motivo ainda existe, se há duplicação ou interação, se a dose está certa para a função dos seus rins. Às vezes a lista diminui, às vezes aumenta porque faltava algo importante. A meta é que cada remédio tenha um motivo que você conheça.
Quando surge um problema novo, avalio primeiro e encaminho ao especialista certo, com um resumo do caso. Quando os especialistas discordam, converso com eles.
Para quem faz sentido
- Quem tem três ou mais médicos acompanhando ao mesmo tempo
- Quem toma cinco ou mais remédios por dia
- Familiares que cuidam de pais mais velhos e não sabem mais quem decide o quê
- Quem saiu de uma internação e precisa reorganizar o tratamento
O que levar na primeira consulta
Todas as caixas de remédio (ou fotos delas), receitas e relatórios recentes, exames dos últimos dois anos e o nome e contato dos médicos que acompanham você. Se um familiar participa do cuidado, ele é bem-vindo na consulta.